A arquitetura como campo de trabalho de um indivíduo inserido em determinado contexto político, cultural, social ou econômico, deve ser produzida como resposta a essas circunstâncias. Essa ideia traz à tona a verdadeira preocupação que o arquiteto deve ter ao conceber seus projetos, de levar em conta as situações das cidades, estados e país e não ser um "ditador" que trabalha somente para seu próprio ego.
A relação entre a arquitetura e política é antiga, porém o modelo dessa relação se modificou e modifica com o tempo. Tomemos por exemplo como o passado quando arquitetos trabalhavam para satisfazer os gostos de reis e imperadores, ou para a adoração de deuses ou cultos religiosos, enquanto que paralelamente a população produzia uma arquitetura distante das riquezas produzidas por ela própria. Essa situação denotava a resposta da arquitetura a certa característica de uma sociedade.
Com o passar do tempo a arquitetura continuou a refletir a situação política das sociedades, como por exemplo, no período barroco em que o homem se encontrava dividido entre o racionalismo e a valorização do homem herdados da renascença e os valores religiosos, e dos dogmas reiterados com a contra reforma. Isso resultou em obras com características contraditórias expressando o prazer terreno juntamente com a busca pela salvação.
Nos dias atuais é de suma importância que o arquiteto continue a refletir mas também a ser precursor de novas formas de comportamento e organização social, visando um uso democrático e consciente do espaço.
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